Sucupira preta  
 
Sucupira preta

      Diplotropis purpurea (Rich.) Amsh. Fabaceae


      DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

      Ocorre nas matas de terra firme pela Amazônia, Guianas e Nordeste do Brasil (Pernambuco).

      DENOMINAÇÕES VULGARES

      Sucupira, s. da terra firme, Sapupira, S. da mata, cutiuba, cutiubeira, sapupira do campo, sapupira da várzea, paricarana, sucupira-açu, s. preta, sapupira preta, sebipira, sicupira.

      CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ÁRVORE

      Árvore pequena quando ocorre nos campos e grande em florestas, No inicio da floração (meio da estação seca) despe-se quase que totalmente de suas folhas, para logo depois (no inicio da estação chuvosa) recuperá-las. Folhas compostas imparipinadas, longo-pecioladas com cerca de 7 jugos; folíolos, variáveis na forma e no tamanho, base obtusa freqüentemente assimétrica, ápice agudo ou acuminado, e margem lisa. Flores pequenas róseo-escuro ou roxo-claro, dispostas em panículas axilares e termi-nais, densifloras. Frutos, legumes planos, retos, indeiscentes, com pequenas sementes pretas e duras.

      CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

      Madeira muito pesada (0,95 a 100 g/cm3); alburno bege, diferenciado do cerne castanho escuro de aspecto fibroso característico; grã regular a irregular; textura grossa; cheiro adocicado quando verde e gosto indistinto. É um pouco difícil de trabalhar, mas recebe bom acabamento. A madeira é bastante resistente ao ataque de organismos xilófagos.

      DESCRIÇÃO ANATÔMICA MACROSCÓPICA

      Poros visíveis a simples vista, médios e grandes, poucos, solitários, alguns geminados e até chegando a compor pequenas cadeias, obstruídos por tilos. Linhas vasculares grossas, bastante destacadas, longas e retilíneas. Raios finos, numerosos, vistos apenas com lente; no plano tangencial são baixos, estratificados de maneira irregular. Parênquima axial notado a simples vista, abundante, aliforme confluente e também vasicêntrico, formando alguns arranjos em diagonal, em alguns trechos ocorre também parênquima marginal em linhas finas, tendendo a formar faixas concêntricas. Camadas de crescimento demarcadas por zonas de tecido fibroso.

      PRINCIPAIS USOS

      Construção civil, tábuas, vigas, dormentes, tacos, marcenaria e carpintaria em geral.